Prevenção e exposição solar da pele ao sol em crianças

Prevenção e exposição solar da pele ao sol em crianças

Se aproxima o verão, uma das estações mais esperadas por adultos e crianças, e com ela aumentam também, diversas atividades de laser que envolvem aumento da exposição da pele ao sol como por exemplo nos dias de piscina, passeios à praia e visitas a parques e reservas naturais. Frente a isto, é importante lembrar que a pele das crianças, em especial, a de crianças menores é mais fina, sensível, perde água facilmente, e tem menor produção de melanina e, por isso, é vulnerável ao desenvolvimento de alergias, irritações, ressecamento e queimaduras derivadas da exposição solar.

Sabe-se que, aproximadamente 75% da exposição solar acumulada acontece na infância e na adolescência e que dita exposição, de ser excessiva, pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pele no futuro (1).

Dessa forma, a fotoproteção é essencial na diminuição da exposição da pele ao sol e na prevenção do aparecimento de alterações dermatológicas associadas. Entre as medidas de fotoproteção que podem ser implementadas em crianças encontram-se: a proteção por barreiras físicas tais como chapéus, bonés, guarda-sóis, sombrinhas; o uso de roupas com fator de proteção solar (FPS), e a aplicação de fotoprotetores tópicos (2).  

Vale destacar que, o uso de fotoprotetores tópicos está contraindicado em crianças menores a 6 anos pois tem um maior potencial de absorção de substâncias químicas e de desenvolvimento de alergias (2). Popularmente é conhecido que a exposição solar é fonte de vitamina D. Porém, a exposição sem proteção não é recomendada, uma vez que, recém-nascidos a termo até os dois anos de idade, podem receber suplementação oral dessa vitamina (2). Assim, o uso de barreiras físicas constitui a principal estratégia de prevenção nesse grupo de crianças.

Quando indicado o uso de fotoprotetor tópico, recomenda-se que sejam usados produtos específicos para crianças, identificados em geral com as palavras “baby ou kids”; estes devem ser testados dermatologicamente, aprovados por pediatras e hipoalergênicos. Essas informações poderão ser identificadas no rótulo do produto e podem garantir uma maior segurança. O Fator de Proteção Solar recomendado deve ser de no mínio 30 FPS, preferir fotoprotetores cujo mecanismos de ação seja físico pois refletem os raios solares com menor possibilidade de irritação ou alergia (3). A aplicação do produto deverá acontecer 30 minutos antes da exposição, novamente no lugar da exposição e as reaplicações a cada 2 a 3 horas. Caso, a criança entre em contato com a água, deverá ser aplicado uma nova camada nas partes expostas. Também, deve ser evitada a exposição solar entre as 10 e as 16 horas pois nessa faixa de horário, os raios ultravioletas são muito intensos e tem maior potencial de danificar a pele (3).

Por último, cabe aos enfermeiros especialistas e a outros profissionais de saúde que cuidam da pele das crianças, identificar os fatores de risco e incentivar o uso de medidas de fotoproteção no verão e em todas as estações do ano pois a exposição solar está sempre presente.

Desejo a todos os leitores que cuidam de crianças um excelente verão. Lembrem-se que, sempre será mais benéfico prevenir que tratar!

Um feliz final de ano a todos! Meus melhores desejos!

Dra. Enfª Mily Ramos

Dra. Enfª Estomaterapeuta Mily Ramos

Referências

1. Sociedade Brasileira de dermatologia. Consenso Brasileiro de fotoproteção. 2013

2. Sociedade Brasileira de Pediatria. Atualização sobre os cuidados com a pele do recém-nascido. 2021

3. Schalka S. 1er Painel Latinoamericano de Cuidados com a pele infantil. Fasículo 4. Fotoproteção na infância. 2012

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