{"id":7857,"date":"2022-07-01T10:58:24","date_gmt":"2022-07-01T13:58:24","guid":{"rendered":"https:\/\/sobest.com.br\/?p=7857"},"modified":"2022-07-01T10:58:27","modified_gmt":"2022-07-01T13:58:27","slug":"doenca-inflamatoria-intestinal-como-atuar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/doenca-inflamatoria-intestinal-como-atuar\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal (DII), como atuar perante este desafio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a <a href=\"https:\/\/sbcp.org.br\/\" target=\"_blank\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sbcp.org.br\/\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP)<\/a>, existe uma tend\u00eancia de crescimento de casos de <a href=\"https:\/\/sobest.com.br\/maio-roxo-conscientizacao-sobre-as-dii\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sobest.com.br\/maio-roxo-conscientizacao-sobre-as-dii\/\">Doen\u00e7a Inflamat\u00f3ria Intestinal (DII)<\/a> nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem dois tipos de DII: Colite Ulcerativa (UC) a qual \u00e9 a inflama\u00e7\u00e3o do intestino grosso, e <a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/doenca-de-crohn\/#:~:text=A%20Doen%C3%A7a%20de%20Crohn%20%C3%A9,qualquer%20parte%20do%20trato%20gastrointestinal.\" target=\"_blank\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/doenca-de-crohn\/#:~:text=A%20Doen%C3%A7a%20de%20Crohn%20%C3%A9,qualquer%20parte%20do%20trato%20gastrointestinal.\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Doen\u00e7a de Crohn<\/a>, e trata-se da inflama\u00e7\u00e3o em qualquer parte do trato digestivo afetando principalmente a extremidade da cauda do intestino delgado<sup>1<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pessoas com doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal (DII) t\u00eam inflama\u00e7\u00e3o intestinal cr\u00f4nica que inclui sintomas de c\u00f3licas estomacais, diarreia, gases e problemas prolongados no trato digestivo, como a m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o e desnutri\u00e7\u00e3o. Esta doen\u00e7a pode ser muito dolorosa e em casos raros, pode ser fatal<sup>2<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns exames s\u00e3o solicitados para identificar o problema como: investiga\u00e7\u00f5es laboratoriais e radiol\u00f3gicas; investiga\u00e7\u00f5es endosc\u00f3picas: colonoscopia e sigmoidoscopia. A colonoscopia \u00e9 uma ferramenta precisa para diagnosticar a inflama\u00e7\u00e3o do c\u00f3lon e do \u00edleo terminal na DII<sup>3<\/sup>.&nbsp; Outros exames podem ser solicitados como: ultrassonografia p\u00e9lvica, estudos de b\u00e1rio, tomografias computadorizadas, exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e c\u00e1psula endosc\u00f3pica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Doen\u00e7a de Crohn existe um sistema de mensura\u00e7\u00e3o da atividade da doen\u00e7a baseado no n\u00famero de evacua\u00e7\u00f5es, dor abdominal, indisposi\u00e7\u00e3o geral, ocorr\u00eancia de f\u00edstulas e de manifesta\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas que permite classificar a doen\u00e7a em leve, moderada ou grave<sup>2<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem tratamentos que visam reduzir a inflama\u00e7\u00e3o, melhorando o progn\u00f3stico a longo prazo. F\u00e1rmacos, controle alimentar e cirurgia s\u00e3o as estrat\u00e9gias de tratamento dependendo de cada caso<sup>4<\/sup>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cuidado do enfermeiro estomaterapeuta \u00e0s pessoas com doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal (DII) deve conter avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica detalhada que inclui a realiza\u00e7\u00e3o e observa\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas como pulso, press\u00e3o arterial, temperatura e peso. Pessoas em condi\u00e7\u00f5es graves podem apresentar febre, taquicardia e perda de peso<sup>5<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deve-se realizar tamb\u00e9m a palpa\u00e7\u00e3o abdominal observando sinais de sensibilidade abdominal, dolorimento de rebote, distens\u00e3o ou presen\u00e7a de massa palp\u00e1vel bem como realizar avalia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o intestinal: frequ\u00eancia das evacua\u00e7\u00f5es, consist\u00eancia e presen\u00e7a de sangue nas fezes<sup>5<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gest\u00e3o dos cuidados de enfermagem nessas condi\u00e7\u00f5es inclui o controle de diarreia e a promo\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o intestinal ideal, minimizando ou prevenindo complica\u00e7\u00f5es. \u00c9 fundamental estimular a nutri\u00e7\u00e3o ideal, fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre o processo da doen\u00e7a, bem como educar sobre o tratamento ao alvo e o monitoramento de seus medicamentos tendo em vista os pr\u00f3prios objetivos do paciente<sup>6<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O papel do enfermeiro Especialista \u00e9 amplo e complexo, pois este atua na compreens\u00e3o dos exames laboratoriais, remiss\u00e3o laboratorial, promo\u00e7\u00e3o da qualidade de vida do indiv\u00edduo, realiza apoio administrativo e psicossocial no gerenciamento dos sintomas e ades\u00e3o aos tratamentos por meio de educa\u00e7\u00e3o e acompanhamento<sup>6<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Colite Ulcerativa grave e Doen\u00e7a de Crohn com obstru\u00e7\u00e3o intestinal, um estoma \u00e9 confeccionado quando n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reconectar o sistema digestivo devido \u00e0 remo\u00e7\u00e3o de suas partes.\u00a0 A estomia permite que o efluente seja drenado para um equipamento coletor preso ao abd\u00f4men, e geralmente \u00e9 realizada como \u00faltima op\u00e7\u00e3o de tratamento<sup>5<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando indicado o tratamento cir\u00fargico, a consulta de enfermagem no per\u00edodo pr\u00e9-operat\u00f3rio \u00e9 o momento recomendado para a <a href=\"https:\/\/sobest.com.br\/guia-de-atencao-a-pessoa-com-estomia\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sobest.com.br\/guia-de-atencao-a-pessoa-com-estomia\/\">demarca\u00e7\u00e3o da estomia<\/a>. Esta a\u00e7\u00e3o deve ser realizada preferencialmente por enfermeiro Estomaterapeuta e\/ou m\u00e9dico-cirurgi\u00e3o<sup>7<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As a\u00e7\u00f5es do enfermeiro estomaterapeuta ocorrem entre os v\u00e1rios momentos da assist\u00eancia \u00e0 pessoa com doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal (DII). Investir na capacita\u00e7\u00e3o da equipe de enfermagem para que atuem de forma a oferecer o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es e cuidados e um olhar individualizado, desta forma ser\u00e1 poss\u00edvel minimizar ansiedade, inseguran\u00e7a e medo, que acabam por dificultar o autocuidado. O est\u00edmulo ao autocuidado \u00e9 essencial para a rela\u00e7\u00e3o paciente-profissional e deve contemplar a escuta atenta e orienta\u00e7\u00f5es adequadas sobre as op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas que ir\u00e3o favore\u00e7am a autonomia dos indiv\u00edduos<sup>7<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<ol type=\"1\" class=\"has-small-font-size wp-block-list\"><li>Torres, J A Prado et al. Doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais no Hospital Universit\u00e1rio da Universidade Federal de Sergipe: manifesta\u00e7\u00f5es extraintestinais. Revista Brasileira de Coloproctologia. 2011, v. 31, n. 2<\/li><li>Quaresma AB, Kaplan GG, Kotze PG. The globalization of inflammatory bowel disease: the incidence and prevalence of inflammatory bowel disease in Brazil. Curr Opin Gastroenterol. 2019 Jul;35(4):259-264.<\/li><li>Palacio FGM, de Souza LMP, Moreira JPL, Luiz RR, de Souza HSP, Zaltman C. Hospitalization and surgery rates in patients with inflammatory bowel disease in Brazil: a time-trend analysis. BMC Gastroenterol. 2021 Apr 27;21(1):192. doi: 10.1186\/s12876-021-01781-x. PMID: 33906627; PMCID: PMC8077865.<\/li><li>Souza, MM et al. Qualidade de vida de pacientes portadores de doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal. Acta Paulista de Enfermagem [online]. 2011, v. 24, n. 4 [Acessado 20 Maio 2022] , pp. 479-484. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0103-21002011000400006&gt;. Epub 23 Set 2011. ISSN 1982-0194. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0103-21002011000400006\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0103-21002011000400006<\/a><\/li><li>Hall V .Avaliando e apoiando pacientes com DII. Tempos de Enfermagem ; 2014.110: 47, 22-24.<\/li><li>Rosso C, Aaron AA, Armandi A, Caviglia GP, Vernero M, Saracco GM, Astegiano M, Bugianesi E, Ribaldone DG. Enfermeira de Doen\u00e7as Inflamat\u00f3rias Intestinais \u2013 Mensagens Pr\u00e1ticas. Relat\u00f3rios de Enfermagem. 2021; 11(2):229-241. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3390\/nursrep11020023\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/doi.org\/10.3390\/nursrep11020023<\/a>.<\/li><li>Consenso Brasileiro de Cuidado \u00e0s Pessoas Adultas com Estomias de Elimina\u00e7\u00e3o 2020 organizadores Maria Angela Boccara de Paula, Juliano Teixeira Moraes. &#8212; 1. ed. &#8212; S\u00e3o Paulo: Segmento Farma Editores, 2021. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/sobest.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/CONSENSO_BRASILEIRO.pdf\">https:\/\/sobest.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/CONSENSO_BRASILEIRO.pdf<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sobest.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/viviane-helena-dias-de-melo.jpg\" alt=\"Viviane Helena Dias de Melo\" class=\"wp-image-7862\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/sobest.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/viviane-helena-dias-de-melo.jpg 500w, https:\/\/sobest.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/viviane-helena-dias-de-melo-300x300.jpg 300w, https:\/\/sobest.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/viviane-helena-dias-de-melo-150x150.jpg 150w, https:\/\/sobest.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/viviane-helena-dias-de-melo-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><strong>Viviane Helena Dias de Melo<\/strong><\/strong><br>Enfermeira Estomater\u00e2peuta pela Universidade de Taubat\u00e9 (UNITAU) e membro associado a SOBEST\u00ae.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), existe uma tend\u00eancia de crescimento de casos de Doen\u00e7a Inflamat\u00f3ria Intestinal (DII) nos \u00faltimos anos. Existem dois tipos de DII: Colite Ulcerativa (UC) a qual \u00e9 a inflama\u00e7\u00e3o do intestino grosso, e Doen\u00e7a de Crohn, e trata-se da inflama\u00e7\u00e3o em qualquer parte do trato digestivo afetando principalmente a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7859,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[110],"tags":[321,141,115,131],"class_list":["post-7857","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-atualidades","tag-doenca-de-crohn","tag-doencas-inflamatorias-intestinais","tag-enfermagem","tag-estomaterapia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7857","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7857"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7857\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7859"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobest.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}