26/06 – Dia Nacional do Diabetes Mellitus

Anualmente o Brasil reserva uma data para reforçar e conscientizar a população sobre o Diabetes Mellitus (DM), doença que afeta aproximadamente 16 milhões de adultos brasileiros e nos coloca entre um dos países com o maior número de pessoas sem diagnóstico (1); conseguinte ao diagnóstico tardio, as complicações e danos são frequentes na população afetada e o ônus bilionário para o sistema de saúde.

A conscientização sobre o DM é um grande desafio, principalmente no DM tipo 2, o mais comum, por tratar-se de uma doença silenciosa, a qual as complicações são percebidas nas fases mais avançadas da doença.

Ainda estamos aprendendo sobre a complexa fisiopatologia do DM, uma doença que afeta os sistemas macrovasculares e microvasculares e mesmo com os avanços nas pesquisas, nós profissionais de saúde somos desafiados diariamente, caso a caso, na singularidade de cada paciente que passa por nossas vidas.

Infelizmente os números são desanimadores e mostram que um dia não é suficiente para conscientizar um país, nessa batalha ainda estamos perdendo. Conscientizar é um trabalho ativo, desafiador, contínuo e principalmente em equipe, cada especialidade deve enxergar o indivíduo como um todo, mas com foco na sutileza de cada ser humano, com humildade e união das tarefas para que daqui alguns anos possamos olhar para trás e perceber que juntos fizemos a diferença.

Mais do que nunca estamos sendo chamados, ou até convocados para uma busca ativa em prol da prevenção.

O enfermeiro estomaterapeuta desempenha um papel fundamental, não apenas no tratamento da úlcera do pé diabético, mas também no rastreamento da neuropatia, a complicação mais prevalente do diabetes mellitus (DM) (3). Além disso, sua atuação é crucial na educação, conscientização e empoderamento do paciente para o autocuidado, promovendo uma participação ativa e responsável na gestão da própria saúde.

Como especialistas, devemos nos unir para compartilhar e disseminar o conhecimento entre os enfermeiros da linha de frente. É essencial encontrar maneiras de incorporar a avaliação global da pessoa com DM e o rastreamento do pé em risco em apenas três minutos (4), além de construir uma rede eficaz de serviços de referência.

Mariana Alves Bandeira

Enfermeira Estomateapeuta, mestre em ciências, habilitação em podiatria, doutoranda pela Escola de Enfermagem da USP e Universidad complutense de Madrid, membro do grupo de pesquisas em Estomaterapia GPET.

Referências Bibliográficas

1. International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas [Internet]. 10th ed. International Diabetes Federation. Brussels, Belgium; 2021. 141 p. Available from: https://www.diabetesatlas.org

2. Pereda P, Boarati V, Duran ANAC. Direct and Indirect Costs of Diabetes in Brazil in 2016. Ann Glob Heal. 2022;88(1):1–13.

3. American Diabetes Association. Standards of in diabetes — 2020. Vol. 43. 2020. 1–212 p.

4. Miller, John D Elizabeth Carter. How to do a 3-minute diabetic foot exam. J Fam Pract. 2014;63(11):646–56.

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